Os números da Maloca em 2011

16/01/2012

Dessa vez o pessoal do WordPress.com caprichou no seu relatório de estatísticas. Ele tá bem mais detalado do que o do ano passado.

Agradeço a todos que visitaram a Maloca no ano passado.

As estatísticas da Maloca em 2011:

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos em Sydney, Opera House tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 58.000 vezes em Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 21 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

Clique aqui para ver o relatório completo

Versos da benzedeira

07/11/2011

Outro dia, em casa, estávamos coversando sobre as antigas benzedeiras que curavam as doenças do povo com rezas, simpatias, defumações, garrafadas, banhos de mato e chás de plantas.

A senhora que trabalha conosco lembrou de uns versos antigos sobre benzedeiras. Achei eles tão engraçados e criativos que resolvi resgistrá-los aqui:

Te benzo curicaca

Desta vez tu não escapa

Com remédio da botica

Desta vez tu estica.

Em tempo: não sei se todos sabem (eu não sabia) que botica é uma pequena farmácia; e curicaca é um tipo de pássaro.

A Barata diz que tem…

04/11/2011

Faz um tempinho que canto a música da barata para a minha filha. No início, só lembrava que a “barata dizia ter uma cama de cristal, mas dormia no quintal” (essa parte tá na cor laranja, abaixo). Encontrei as estrofes que estão na cor azul nessa página da Internet.

Depois uma coleguinha do meu filho falou sobre o perfume da avon. E uma senhora de 70 e poucos anos cantou a estrofe da farinha. Essas partes estão na cor verde.

Por fim, descobrimos o vídeo-clip da Galinha Pintadinha no youtube. Ele tem algumas estrofes diferentes além de ser bem animado. Confiram o vídeo no fim do texto.

Acho que essa música deve mudar conforme a região do Brasil. Então se você souber de alguma estrofe diferente, por favor, deixe-a nos comentários que a adicionarei com prazer na música.

A Barata diz que tem sete saias de filó
É mentira da barata, ela tem é uma só
Ha, ha, ha, ho, ho, ho, ela tem é uma só !

A Barata diz que tem um sapato de veludo
É mentira da barata, o pé dela é peludo
Ha, ha, ha, ho, ho, ho, o pé dela é peludo !

A Barata diz que tem um sapato de fivela
É mentira da barata, o sapato é da mãe dela
Ha, ha, ha, ho, ho, ho, o sapato é da mãe dela

A Barata diz que tem uma cama de marfim
É mentira da barata, ela tem é de capim
Ha, ha, ha, ho, ho, ho, ela tem é de capim

A Barata diz que tem um anel de formatura
É mentira da barata, ela tem é casca dura
Ha, ha, ha, ho, ho, ho, ela tem é casca dura

A Barata diz que tem o cabelo cacheado
É mentira da barata, ela tem coco raspado
Ha, ha, ha, ho, ho, ho, ela tem coco raspado.

A barata diz tem uma cama de cristal
É mentira da barata ela dorme é no quintal
Ha, ha, ha, ho, ho, ho, ela dorme é no quintal
Ha, ha, ha, ho, ho, ho, ela dorme é no quintal

A barata diz que usa o perfume da avon
É mentira da barata ela usa é detefon
Ha, ha, ha, ho, ho, ho, ela usa é detefon
Ha, ha, ha, ho, ho, ho, ela usa é detefon

A barata diz que só toma sopa de galinha
É mentira da barata ela mal come farinha
Ha, ha, ha, ho, ho, ho, ela mal come farinha
Ha, ha, ha, ho, ho, ho, ela mal come farinha

Apagar diretórios vazios no Linux

20/07/2011

O comando que permite pesquisar uma árvore de diretórios, apagando os que estiverem vazios é:

 find . -type d -depth -empty -print -exec rmdir {} \; 

Descobri esse comando outro dia quando precisei apagar vários diretórios vazios que estavam no meio de outros com conteúdo. A minha primeira ação foi utilizar o Nautilus (navegador de arquivos do Gnome), contudo depois de algum tempo perdido na tarefa “braçal” e monótona de verificar se um diretório estava vazio para então removê-lo, resolvi usar os neurônios para encontrar uma solução mais eficiente. Parti para “força” por trás das interfaces gráficas, fui ao Shell.

Inicialmente, pensei logo em escrever um script, mas mudei de idéia rapidamente, pois isso demandaria tempo e um certo trabalho. Eu queria uma solução mais rápida e que evitasse a fadiga ;-). Portanto, fui “fuçar” o sistema em busca de algum comando ou script que resolvesse o meu problema.

Utilizei o comando apropos para verificar quais comandos eram relacionados a diretórios:

apropos directories 

A saída do comando foi essa:

cleanlinks (1)       - remove dangling symbolic links and empty directories
cp (1)               - copy files and directories
fdupes (1)           - finds duplicate files in a given set of directories
mkdir (1)            - make directories
rm (1)               - remove files or directories
rmdir (1)            - remove empty directories

Comecei as minhas tentativas pelo rmdir.  Li em sua página de manual que ele apagava diretórios vazios.  Era exatamente isso que eu queria. Utilizei o comando:

 rmdir */

Ele apagou somente os diretórios que estavam sem conteúdo. Mas aqueles que tinham subdiretórios vazios, ficaram. Na prática eles eram apenas uma cadeia de diretórios contendo outros diretórios sem qualquer arquivo.

Pensei que teria mesmo de desenvolver um script, quando resolvi testar o comando cleanlinks. Na sua página de manual é informado que ele remove  links simbólicos pendentes e diretórios vazios.

cleanlinks

Fiquei surpreso com a objetividade do comando, pois ele não tem opções e nem pergunta nada. Apenas sai varrendo todos os diretórios abaixo do atual e apaga os que estiverem vazios.

Bateu a curiosidade. Como é que ele faz isso? Será que é um script ou um binário?

Uma das partes boas do Software Livre é que podemos ver os códigos fontes dos programas. Resolvi tentar ver como esse comando funcionava internamente. Para isso, precisava saber onde ele ficava armazenado, portanto usei o whereis:

whereis cleanlinks  cleanlinks: /usr/bin/cleanlinks /usr/share/man/man1/cleanlinks.1.gz

Descobri que o programa era um script. Para ver o seu código fonte bastou digitar:

vi /usr/bin/cleanlinks

Cujo resultado foi:

#!/bin/sh
#
# Copyright © 2000, 2003 by The XFree86 Project, Inc
#
# Remove dangling symlinks and empty directories from a shadow link tree
# (created with lndir).
#
# Author: David Dawes <dawes@xfree86.org>
#
# $XFree86: xc/config/util/cleanlinks.sh,v 1.2 2003/04/15 03:05:16 dawes Exp $
find . -type l -print |
(
   read i
   while [ X"$i" != X ]; do
      if [ ! -f "$i" ]; then
         echo $i is a dangling symlink, removing
         rm -f "$i"
      fi
      read i
   done
)

echo Removing empty directories ...
#find . -type d -depth -print | xargs rmdir > /dev/null 2>&1
find . -type d -depth -empty -print -exec rmdir {} \;
exit 0

Vi que a linha de comando responsável por apagar os diretórios vazios recursivamente era:

find . -type d -depth -empty -print -exec rmdir {} \;

Basicamente o funcionamento dessa linha é:

  1. . (ponto) indica que o find deve iniciar a busca a partir do diretório atual;
  2. -type d deve procurar somente por diretórios;
  3. -depth processar cada conteúdo do diretório antes do diretório em si;
  4. -empty selecionar somente os diretórios vazios;
  5. -print -exec rmdir {} \; apaga cada diretório encontrado que atenda as condições anteriores.

Uma última informação: o cleanlinks faz parte do pacote xutils-dev que não vem por padrão no Ubuntu.  Se quiser usar o primeiro é necessário instalar  o segundo.

Até a próxima!

Discurso de Steve Jobs na formatura de Stanford em 2005

18/07/2011

Até o dia 15 de julho de 2011, eu ainda não tinha visto o vídeo abaixo, onde o Steve Jobs, um dos fundadores da Apple e do Estúdio Pixar, fez um belíssimo discurso na formatura dos alunos de Starford. Achei esse vídeo tão inspirador que resolvi publicá-lo na Maloca.

O som está em inglês. Mas é possível ver legendas em português fazendo os seguintes passos:

  1. Clique na seta em branco que aparece por cima do vídeo, espere ele iniciar;
  2. Mova o mouse para cima (eu falei mover, não é para clicar) das letras CC que ficam ao lado do “240p” na parte de baixo do vídeo;
  3. Será aberto um pequeno menu, clique em “Translate Captions BETA“,
  4. Escolha “Portuguese — Português“, clique em OK.

Aprecie sem moderação 😉


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